Treine a si mesmo a deixar partir tudo o que teme perder.
- Mestre Yoda
Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na
primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem
importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de
amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir
senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não
gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se
quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder
ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
- Alberto Caeiro, pseudônimo de Fernando Pessoa.
That,however, which you may suppose the most potent to arrest my imagination, is actually the least, for what is not connected with her to me? And what does not recall her? I cannot look down to this floor, but her features are shaped on the flags! In every cloud, in every tree - filling the air at night, and caught by glimpses in every object by day, I am surrounded with her imagine! The most ordinary faces of men and women- my own face - mock me with a resemblance. The entire world is a dreadful collection of memoranda thst she did exist, and that I have lost her!
- Emilly Brontë
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
atuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros enlaces
e em sinistras alianças...
- Cecília Meireles.
O Vale da Inquietude
Edgar Allan Poe
Dantes, silente vale sorria.
Era um vale onde ninguém vivia.
Haviam todos partido em guerra,
deixando os doces olhos de estrelas
noturnamente velarem pelas
flores formosas daquela terra,
em cujos braços, dia após dia,
a luz vermelha do sol dormia.
Não há viajante que, hoje, não fale
sobre a inquietude do triste vale.
Lá, agora, tudo é só movimento,
exceto os ares, pesando, adustos,
nas soledades de encantamento.
Ah! nenhum vento move os arbustos
que vibram como as ondas geladas
em torno às Hébridas enevoadas!
Ah! nenhum vento essas nuvens guia,
murmurejantes, nos céus insanos,
e que se arrastam, por todo o dia,
sobre violetas, que alguém diria
serem milhares de olhos humanos,
e sobre lírios, de haste pendida,
chorando em tumba desconhecida,
tremendo; e sempre caem, com o perfume,
gotas de orvalho do flóreo cume,
chorando; e desce, nas hastes frias,
um pranto eterno de pradarias.
Ritinha nos fez um convite: “Baila Comigo?” e digo com
propriedade, quem aceitou, ficou com “Mania de Você”, porque não poderia ser
diferente.
Quem nunca foi embalado por suas canções de “Amor e Sexo”, enquanto
tomava um demorado “Banho de Espuma”?
Foram tantos sucessos deliciosos, Rita... você realmente
chegou na “Superfície do Planeta”, fazendo um monte de gente feliz com sua música
e sua energia “Cor de Rosa Choque”, elétrico e vibrante, como você sempre foi.
Vá em paz, rainha do Rock! Continue sempre olhando por nós, eterna defensora dos frascos e comprimidos e dos animais abatidos.
Obrigada por
tanto, bendita “Santa Rita de Sampa!”